25/11/2015 04:22
Observatório do Clima diz que gases estufa estão estáveis.
Segundo o relatório que foi divulgado no dia 19 de novembro, o Brasil emitiu no ano passado 1,558 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, redução de 0,9% em relação ao patamar de 1,571 bilhão de toneladas emitidas em 2013.
Segundo o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, rede que reúne 37 entidades da sociedade civil para discutir as mudanças climáticas no Brasil, as emissões de gases de efeito estufa do Brasil em 2014 ficaram estáveis em relação ao ano passado, apesar da queda de 18% na taxa de desmatamento da Amazônia.

Em 2013, um aumento de 28% na taxa de desmatamento na Amazônia fez as emissões totais do país crescerem 8,2% em relação ao ano anterior. Com a desaceleração do desmatamento em 2014, era esperado que as emissões também caíssem, mas não foi o que se verificou. A alta de 6% na quantidade de carbono lançada ao ar pelo setor de energia impediu que a queda de 9,7% das emissões pelo desmatamento fizesse diferença na contribuição do Brasil para o aquecimento global no ano passado.

O setor de energia emitiu, em 2014, 479,1 milhões de toneladas (mt) de CO2, e hoje está lado a lado com o desmatamento (486,1 mt CO2e) como principal fonte de gases estufa da economia brasileira.

Segundo o relatório que foi divulgado no dia 19 de novembro, o Brasil emitiu no ano passado 1,558 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, redução de 0,9% em relação ao patamar de 1,571 bilhão de toneladas emitidas em 2013.

Segundo o observatório, o crescimento foi puxado pelos setores de transportes, que está emitindo 3% a mais do que em 2013; de geração de eletricidade, que teve um aumento de 23%, devido ao acionamento de usinas termelétricas fósseis por causa seca que esgotou os reservatórios das hidrelétricas no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sudeste; e de produção de combustíveis, que teve aumento de 6,8% nas suas emissões em razão da produção e do refino de óleo e gás, que inclui a exploração do pré-sal.

Fonte: www.institutofilantropia.org.br
Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Nome:
E-mail:

* seu e-mail não será publicado.
Comentário:
Digite o código ao lado:
(gerar outro código)