07/03/2015 09:03
Moda sustentável: a tendência que está sempre em alta.
Anualmente, consumimos quilos e mais quilos de tecidos.
Seja em roupas, acessórios ou artigos para a casa, os tecidos fazem parte do nosso dia a dia e causam um impacto maior do que podemos imaginar.

No entanto, em tempos em que muito se fala sobre sustentabilidade, existem empresas preocupadas com a responsabilidade social e com os efeitos que sua produção pode causar no meio ambiente e na vida das pessoas. Desde a escolha das matérias-primas até o descarte das peças após o uso, existem roupas que foram pensadas para minimizar os impactos no mundo em que vivemos.

Dessa maneira, conheça melhor os princípios nos quais consiste a moda sustentável, fique por dentro dos materiais utilizados na produção das peças e veja dicas de como levar uma vida mais ecológica e em harmonia com o meio ambiente.

O processo sustentável
Em uma definição direta, o STEP (Sustainable Technology Education Project) diz que moda sustentável é a produção de roupas que leve em consideração o meio ambiente, a saúde dos consumidores e as condições dos funcionários empregados na indústria.

Para entender um pouco melhor como esses princípios funcionam na prática, o TodaEla conversou com a designer de moda Hieda Oviar, responsável pela marca paranaense Irmãs Green, que explica como funciona o processo de produção de roupas e acessórios de moda sustentáveis.

Hieda começa nos contando que o que a levou a trabalhar nesse ramo foi o prazer em oferecer para as pessoas produtos cujo conceito fosse ético e sustentável. Segundo ela, a motivação também vem das pequenas mudanças de atitude que, além de trazerem satisfação pessoal, revelam resultados positivos para a coletividade.

Na hora de criar as coleções para sua marca, a estilista revela que busca maneiras de causar o menor impacto possível. Entre as matérias-primas utilizadas, a empresa recorre a alternativas naturais, cujo cultivo não faz uso de agrotóxicos, como os tecidos orgânicos, e opções que promovam a reciclagem, como é o caso das garrafas PET.

Na lista de materiais estão tecidos e malhas recicladas mescladas ao poliéster de garrafa PET, tecidos e malhas orgânicas, tecidos naturais - como o linho e o bambu -, couro ecológico e jeans reciclado com poliéster de PET. Além disso, a marca reaproveita resíduos têxteis de coleções anteriores e compra retalhos de microempresas familiares de Curitiba.

Sobre os problemas em se fazer moda consciente atualmente, Hieda Oviar cita que a falta de um grande leque de matérias-primas sustentáveis é o principal empecilho. "Mesmo não sendo possível nos dias de hoje fazer uma roupa 100% sustentável, já podemos observar um crescimento da indústria e de matérias-primas têxteis. Com a ajuda do desenvolvimento da tecnologia têxtil e da moda sustentável, esperamos ver em um futuro próximo a possibilidade de termos um produto cada vez mais eficiente, reduzindo ainda mais os impactos ao meio ambiente", explica ela.

Sobre a coloração - processo que costuma envolver a liberação de substâncias químicas no meio ambiente -, a designer comenta que os tecidos utilizados já vêm coloridos de fábrica. No entanto, a empresa tem o cuidado de se certificar da responsabilidade ambiental de seus parceiros: "Buscamos tecelagens e malharias que utilizam selos verdes, o que garante o engajamento sustentável da empresa e a eficácia do produto final", relata Hieda.

Depois de todo o processo criativo de elaboração das peças de uma coleção, a estilista conta que as roupas são cortadas e costuradas em facções de costura parceiras da empresa. Também nessa fase de produção, Hieda mostra que existe uma preocupação na redução de impacto ambiental, sem deixar de levar em conta a mão de obra empregada. Ela ressalta que a empresa trabalha dentro de um sistema que visa "comércio justo e condições satisfatórias de trabalho envolvendo todos os fornecedores da cadeia de produção".

Para além do ateliê, a estilista aponta que as clientes que procuram a marca estejam buscando o mesmo ideal que fez com que ela trabalhasse com moda sustentável. Além da parte estética, Hieda acredita que exista um interesse ético - tanto social quanto ambiental - nos produtos. Em geral, quem entra na loja busca saber a procedência e a responsabilidade envolvidas em todo o processo.

Fonte: www.inspiramais.com.br
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Tânia Neiva - 27/11/2015 as 16:46h
Eu me chamo Tânia Neiva e sou designer de moda. Tenho um pequeno atelier (Its a Girl) especializado em roupas para meninas de 0 a 3 anos. Estou divulgando a minha campanha de Crowdfunding sustentável no site @kickante para o lançamento da primeira coleção do meu atelier (It’s a Girl). Podem contribuir tanto empresas como pessoas físicas e em troca o contribuinte receberá uma recompensa em forma em descontos, produtos ou publicidade nos meus blogs Tânia Neiva (moda) ou It’s a Girl (maternidade). O diferencial do It’s a Girl Atelier é que seguimos todas as normas de ergonomia e segurança da roupa infantil exigidas pela ABNT. Além disso, utilizamos somente matéria-prima não poluente e promovemos a valorização da mão-de-obra local. Ao contribuir para lançar a primeira coleção do atelier as pessoas e empresas ainda estarão ajudando a divulgar causas importantes para a primeira infância apoiadas no blog.